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A tragédia da boate Kiss

O dia 27/01 marca um acontecimento que deve ser lembrado pelo fato de que poderia ter sido evitado. Morreram 242 pessoas, em sua maioria jovens, em um incêndio na casa noturna em Santa Maria, iniciado por um sinalizador.

De uso proibido em lugares fechados, o sinalizador que provocou o incêndio foi apenas o estopim de um conjunto de fatores. A sentença foi completada pela falta de sinalização de emergência, extintores descarregados e a a não fiscalização das normas de segurança previstas no PPCI. Um ano se passou e

algumas coisas mudaram. Numa tentativa de prevenir-se contra tragédias do gênero, foi criada a Portaria 3.083 e uma nova lei de prevenção contra incêndios, mas ambas dependem da fiscalização correta e da conscientização da sociedade. A TVCOM recupera as informações e mostra o que mudou.

A tragédia e as explicações das autoridades

A onda de fiscalização das casas noturnas

MP denuncia irregularidades em prédios públicos

A tragédia na Kiss fez com que os olhos do público se voltassem para a segurança dos frequentadores de casas noturnas e prédios públicos. O início de 2013 foi um período marcado pela intensa fiscalização, provocando interdições e até o questionamento das exigências previstas em lei para o funcionamento desses estabelecimentos.

Em resposta, o governo do estado sancionou a Lei Complementar 14.376, que deixou mais rígidas algumas das regras para prédios frequentados pelo público

A discussão de responsabilidade dividiu as autoridades - Governo, Prefeitura de Santa Maria, Bombeiros.

Em entrevista à TVCOM RS, Tarso Genro garantiu que o público teria conhecimento da cadeia de responsabilidades e autorizou bombeiros a fechar estabelecimentos com alvará vencido

Ao final da investigação, o MP denunciou oito pessoas

A discussão sobre a legislação de prevenção a incêndio chegou à esfera federal e deputados gaúchos se manifestaram. O projeto segue em discussão e, um ano depois, não houve aprovação de texto final.

Para os sobreviventes, a dificuldade é seguir o tratamento passados alguns meses do incêndio. Houve o registro de falta de medicamentos.

Uma portaria federal publicada em 2013 regulamenta e instrui a população sobre a responsabilidade de fiscalização que os frequentadores de casas noturnas e prédios públicos têm.

Vale ficar atento para as informações sobre saídas de emergência e capacidade de público da casa. A recomendação é de que os frequentadores denunciem a falta dessas informações para os Procons das cidades

Vídeo especial homenageia as vítimas